Vive-se um tempo em que o trabalho e as obrigações se estendem sobre grande parte da rotina, sobretudo para quem vive nas grandes cidades. A vida diária se organiza em ritmos intensos, e os corpos, muitas vezes, acabam sendo conduzidos apenas pelas exigências do dia a dia. O corpo humano, no entanto, é sensível e pede cuidados contínuos. Alimentação atenta, pausas, descanso, momentos de ócio criativo e uma relação mais consciente com o movimento fazem parte desse cuidado. A prática de exercícios físicos é amplamente reconhecida como relevante, mas, em determinadas rotinas, pode parecer distante ou difícil de sustentar. O cansaço se acumula, e ao final de um expediente o desejo mais imediato costuma ser uma refeição reconfortante e um lugar tranquilo para repousar, preparando-se para mais um dia de compromissos. Ainda assim, o movimento não precisa ser descartado. Ele pode assumir outras formas — mais gentis, possíveis e adaptadas à realidade de cada pessoa. Nem sempre práticas co...
No cotidiano contemporâneo, é comum que objetos desgastados ou danificados sejam substituídos por novos. Móveis, roupas e utensílios circulam com rapidez, acompanhando tendências de mercado e dinâmicas de consumo cada vez mais aceleradas. Sem a intenção de discutir estilos ou escolhas individuais, este texto propõe uma reflexão sobre o artesanato, a reutilização e o fazer manual como práticas possíveis de cuidado — com os objetos, com o tempo e com o cotidiano. Aspectos como reaproveitamento, redução de resíduos, reciclagem e reeducação financeira atravessam essas ações de maneira sensível e concreta. Reutilizar pode ser mais significativo do que parece à primeira vista. Consertar um móvel, adaptar uma peça de roupa ou dar novo uso a um objeto envolve não apenas economia de recursos e redução de impactos ambientais, mas também a ativação de processos criativos. O fazer artesanal — aquilo que é feito à mão — carrega marcas de singularidade, pois nenhum gesto se repete de forma...